segunda-feira, 30 de março de 2026

- Questões de filosofia contemporânea (PPGFIL/UERJ) - Seminário de semântica filosófica (PPGLM/UFRJ)

PROFESSOR: Ulysses Pinheiro

HORÁRIO: terças-feiras, das 16:00h às 19:00h

OBJETIVO: Examinar os problemas que certas formas de ceticismo semântico colocam para os projetos fundacionistas no âmbito das teorias do significado.

PROGRAMA: O curso percorrerá alguns casos paradigmáticos do que podemos chamar de ceticismo semântico, investigando se (e até que ponto) algo como um sentido determinado para expressões linguísticas pode ser bem estabelecido e bem fundado filosoficamente. O principal texto examinado será o livro Lógica do sentido, de Gilles Deleuze, mas ele será relacionado criticamente a outras obras e a outros autores (ver bibliografia abaixo), dentre os quais se destacará Samuel Beckett.

AVALIAÇÃO: Participação nas aulas e um trabalho final.

- textos para a aula de 7 de abril:

- Logique du sens, 19e série, de l'humour, de Gilles Deleuze.

 

BIBLIOGRAFIA:

BECKETT, Samuel. L'innommable. Paris: Les Éditions de Minuit, 1953. [O inominável. Tradução de Ana Helena Souza. São Paulo: Globo, 2009].

______. The Unnamable. New York: Grove, 1958; London: Calder & Boyars, 1975.

BECKETT, Samuel; DUTHUIT, Georges. Three Dialogues. In: Transition, 49, no. 5, 1949.

CARROLL, Lewis. Alice’s Adventures in Wonderland. Edited by Donald J. Gray. 4th ed. New York: W. W. Norton & Company, 2024. [Alice: Aventuras no País das Maravilhas. Tradução de Sebastião Uchoa Leite. São Paulo: Editora 34, 2002].

DELEUZE, Gilles. Logique du sens. Paris: Les Éditions de Minuit, 1969. [Lógica do sentido. São Paulo: Editora Perpesctiva, 1991].

______. “L’Épuisé”, postface à Quad, de Samuel Beckett. Paris: Éditions de Minuit, 1992.

LACAN, Jacques. Le Séminaire de Jacques Lacan. Livre XVII : L’envers de la psychanalyse. Paris: Éditions du Seuil, 1991. [O avesso da psicanálise. 1969-1970. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1992].

______. Le Séminaire de Jacques Lacan. Livre XX : Encore. Paris: Éditions du Seuil, 1975. [mais, ainda. Rio de Janeiro: Zahar, 2008].

MILNER, Jean-Claude. “Da linguística à linguisteria”. In: Lacan, o escrito, a imagem. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2016, p. 33-52. [Lacan, l’écrit, l’image. Paris: Flammarion, 2000].

SANTOS, Luiz Henrique Lopes dos. “A essência da proposição e a essência do mundo”. Estudo introdutório de WITTGENSTEIN, Ludwig. Tractatus logico-philosophicus. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1994, p. 11-112.

SCHLEGEL, Friedrich. “Über die Unverständlichkeit”. In: KFSA, Zweiter Band. Charakteristiken und Kritiken (1796-1801). Herausgegeben und eingeleitet von Hans Eichner. München; Paderborn; Wien: Verlag Ferdinand Schönigh; Thomas-Verlag - Zürich, 1967, p. 363-372. [“Sobre a incompreensibilidade”. Tradução de Bruno C. Duarte. In: Alea, Volume 13, Número 2, 2011, p. 328-340].

quarta-feira, 18 de março de 2026

Seminário de Licenciatura II

Código da disciplina: FCF690

Dia e Hora: quinta-feira, das 13:40h às 17h

Professor: Ulysses Pinheiro

E-mail: filosofiaifcs@gmail.com

Programa:

O objetivo do curso é explorar algumas dificuldades ligadas à ideia de ensino da filosofia. Iniciaremos esse percurso com o exame do Prefácio da Fenomenologia do espírito, de G.W.F. Hegel, no qual ele questiona a possibilidade de se formular um começo na exposição de um sistema filosófico. Em seguida, examinaremos as teses sobre o ensino da filosofia elaboradas por dois pensadores que poderiam ser descritos como críticos de Hegel no século XX, M. Blanchot e G. Deleuze. Embora ambos se oponham ao hegelianismo, suas teses não apenas não eliminam inteiramente as dificuldades assinaladas por Hegel, inerentes a toda e qualquer introdução à filosofia, como as tornam ainda mais profundas. Finalmente, examinaremos as posições da filósofa Anne Carson sobre os limites do ofício da tradução, estendendo algumas das aporias por ela indicadas até as noções mais amplas de comunicação, de transmissão de conhecimento e de ensino em geral.

Avaliação: Duas provas (no meio e no final do curso). A nota final será a média aritmética das notas dessas duas provas.

- aula de 26 de março:

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich – “Prefácio” da Fenomenologia do espírito.

- texto de apoio:

- "Elementos Epistemológicos no Prefácio à Fenomenologia do Espírito de Hegel", de João Alberto Wohlfart.


Bibliografia:

BLANCHOT, Maurice – “O pensamento e a exigência de descontinuidade”. In: A conversa infinita I. A palavra plural. Tradução de Aurélio Guerra Neto. São Paulo: Escuta, 2001, p. 29-40. [L’entretien infini. Paris: Gallimard, 1969].

CARSON, Anne. “Variações sobre o direito de permanecer calado”. In: Sobre aquilo em que eu mais penso: ensaios. Tradução de Sofia Nestrovski. São Paulo: Editora 34, 2023, p. 153-182. [“Variations on the Right to Remain Silent”. In: Nay Rather. Londres: Sylph Editions, 2013; republicado em Float, 2016, p. 15-34].

DELEUZE, Gilles. “O que significa ‘aprender’?”. In: Diferença e repetição, capítulo 3, “A imagem do pensamento”. Tradução de Luiz Orlandi e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal, 1988, p. 259-271. [Différence et repétition. Paris: Presses Universitaires de France, 1968].

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich – “Prefácio” da Fenomenologia do espírito. Tradução de Paulo Meneses. Petrópolis: Editora Vozes, 2014, pp. 363-399. [Phänomenologie des Geistes. Gesammelte Werke, Bd. 9. Herausgegeben pela HegelKommission. Hamburg: Felix Meiner Verlag, 1980].